Crítica: Brinquedo Assassino (2019)

Brinquedo Assassino é um filme que diverte mais do que o esperado, superando as expectativas por aceitar que não existe nada de sério em um enredo sobre…um boneco assassino

Lançamento: 22 de agosto de 2019

Direção: Lars Klevberg

Elenco: Aubrey PlazaGabriel BatemanBrian Tyree Henry e Mark Hamill

Sinopse:

Em um universo onde o crescimento tecnológico desenfreado coloca todas as simplicidades da vida nas mãos de eletrônicos, todas as crianças tem como desejo de consumo o boneco Buddi. Ao ganhar de presente de aniversário um companheiro que aparenta funcionar normalmente, Andy se depara com a possibilidade de ser o melhor amigo de um assassino.

Já de antemão, o reboot começa explicando que nada além do visual parecido será reaproveitado do filme original. A primeira cena é dedicada a explicar o que é esse novo Chucky, e faz questão de inserir o personagem em um contexto que faz muito sentido com relação ao universo no qual o filme se passa. Como a tecnologia é foco aqui, o Chucky é um boneco animatrônico com uma Inteligência artificial danificada, e isso em si traz diversos momentos interessantes para o filme.

Ao não se identificar como um filme sério ‘Brinquedo Assassino’ brilha, com diálogos que beiram o ridículo, e atitudes dos personagens que beiram a burrice, mas nada que não funcione, já que parece a intenção do próprio longa.

Mark Hamill da um tom irônico e ao mesmo tempo ingênuo para o pequeno boneco, que repete a música tema sempre que tem a oportunidade e tira diversas risadas de quem assiste o longa. Já o resto do elenco, se esforça bastante para ficar em par com a proposta do filme, e o ator que faz Andy consegue sim passar uma realidade para a situação, mas seu grupo de amigos parece só uma imitação barata de Stranger Things, que não possui nenhuma relevância direta para a trama.

Os adultos no filme servem meramente para motivar Chucky, ou tentar engatar alguma piada previsível em momentos que não precisam destas piadas. Chega a soar caricato, o que não tira a credibilidade do filme, já que ele não se gasta muito em personagens secundários.

As sequências que evidenciam a violência e o gore, são bem colocadas, e mesmo que pareçam bem exageradas o estilo do filme permite que isso aconteça e funcione muito bem. Mesmo que o filme não abrace totalmente o gênero terror, ele funciona, e usa os clichês de maneira que tornam mais interessante de ver, contando com cenas que vão do grotesco ao ridículo em questão de segundos. O fator de surpresa fica para o como eles utilizam a tecnologia em favor de algumas das cenas mais interessantes do filme, fazendo a cabeça de quem vê martelar ‘aonde a tecnologia pode chegar?’.

Por fim, o reboot te faz questionar sobre a importância da tecnologia exagerada em nosso cotidiano e também faz sentir as dores de Chucky, muito por que as coisas que acontecem não são culpa do boneco. Com certeza um filme muito divertido de se assistir, sem pretensões de ser o melhor filme de terror do século ‘Boneco Assassino’ acerta em quase tudo que coloca na tela.

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