Crítica: Highlander – O Guerreiro Imortal (1986)

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Highlander – O Guerreiro Imortal é um grande exemplo de que nem todo clássico precisa ser revisto, mas sim apenas ficar na memória.

Lançamento: 18 de julho de 1986
Direção: Russell Mulcahy
Elenco: Christopher Lambert, Sean Connery, Clancy Brown

Sinopse

Connor MacLeod é guerreiro escocês que pertence a um pequeno grupo de imortais, tendo vivido por mais de quatro séculos agora ele precisa enfrentar seu pior inimigo, o Kurgan, e evitar que ele ganhe o cobiçado “prêmio”, algo que o faria dominar o mundo.

Quem foi criança durante a década de 90 com certeza esbarrou com esse clássico, e mesmo ainda quem nunca viu o filme também pode ter certeza que já ouviu a trilha sonora em algum momento da vida. É simplesmente impossível nunca ter se deparado com o poderoso vocal de Freddie Mercury clamando a grandiosa frase que remete muito um dos pontos centrais do filme: “Who wants to live forever?”. No entanto, nem toda lembrança merece ser relembrada.

Para aqueles que em sua infância tiveram bons momentos vendo as aventuras de Connor MacLeod, o filme e não a série até porque na série é outro MacLeod, devem parar somente nessas lembranças. Highlander – O Guerreiro Imortal é um grande clássico de Sessão de Tarde, mas infelizmente hoje é apenas um filme com qualidade duvidosa. Christopher Lambert, o icônico guerreiro imortal MacLeod, tem uma atuação tão medíocre que é de levar qualquer um ao suicídio por vergonha alheia. Não que isso seja totalmente culpa do ator, até porque sua condução estava nas mãos do diretor Russell Mulcahy, por tanto a culpa é meio a meio.

O enredo gira em torno de Connor MacLeod, um guerreiro imortal com mais de quatro séculos de idade. No passado, MacLeod era um guerreiro escocês que foi ferido em batalha, mas quando todos pensaram que estava morto ele acordou. Com medo do fato dele ter voltado a vida ele é expulso de sua vila e assim passa a viver em outro local como fazendeiro. MacLeod ainda desconhece seus poderes, até que com a chegada do excêntrico Juan Sánchez Villa-Lobos Ramírez (Sean Connery), outro guerreiro imortal, ele descobre pertencer a um pequeno grupo de imortais que lutam entre si para conquistar o famoso “prêmio”, e que o único jeito de morrerem é tendo sua cabeça cortada por outro guerreiro imortal; ele também descobre que entre os imortais o mais poderoso é o cruel guerreiro conhecido como Kurgan (Clancy Brown) e que em hipótese alguma, pelo bem dos mortais, ele deve ganhar o “prêmio”.

Uma história complexa e grandiosa que foi perdida para os padrões da época. O mundo criado pelo roteirista Gregory Widen tinha tudo para se tornar uma grande franquia no cinema, mas perdeu-se pelo péssimo tratamento dado a história, algo mostrado fortemente pela péssima qualidade dos filmes seguintes. Um dos pontos altos relacionado ao roteiro é o modo como o passado de MacLeod é contado, os flashbacks foram uma grande sacada para não deixar o espectador boiando quanto ao passado do guerreiro secular. No mais, nem mesmo a presença de Sean Connery salva o filme.

Highlander – O Guerreiro Imortal tem seu ponto na história do cinema devido a história inovadora para a época, mas hoje, mesmo ainda sendo original, o filme não funciona. Os remakes hoje em dia são vistos com um grande olhar de dúvida, mas seria extremamente justo dar uma chance a esse incrível personagem.

Mesmo tendo uma péssima qualidade e uma ótima trilha sonora é merecedor de três baldes de pipocas pela importância na infância de muitos.

Galeria 

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Trailer