Crítica: Loja de Unicórnios (2019)

Loja de Unicórnios

Recém adicionado na Netflix, Loja de Unicórnios tenta aproveitar o sucesso de Capitã Marvel, e se revela uma arma capaz de derrotar Thanos: o vilão morreria de vergonha dessa abobrinha.

Lançamento: 5 de abril de 2019
Direção: Brie Larson
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Joan Cusack

Sinopse:

Kit (Larson) é uma artista fracassada que volta a morar com os pais, convencida  a viver como eles sempre quiseram: arranjar um emprego comum num escritório e amadurecer. Mas os planos mudam quando ela recebe a estranha carta d’O Vendedor (L. Jackson), a convidando para visitar A Loja, onde vende-se “tudo o que você precisa”. No caso de Kit, o item é o mais inusitado possível: um unicórnio.

Loja de Unicórnios foi recentemente adicionado à Netflix, numa clara tentativa de aproveitar o hype de “Capitã Marvel”, que também conta com a dupla Larson e Jackson. O único problema nessa estratégia é que o longa cor-de-rosa de Larson é péssimo.

O filme é o debut de Brie como diretora, lançado pouco depois dela ganhar o Oscar (por sua atuação em O Quarto de Jack, 2015), o que deve tê-la dado credibilidade no ramo. Mas a estreia é ruim: a execução é fraca a pouco inspirada, num tom alegre quase ridículo e com desenvolvimento amador.

Na verdade, o filme é ruim desde sua concepção: a ideia até pode ser interessante, pois trata sobre amadurecer e deixar para trás velhos hábitos sem perder o bom humor, mas o roteiro é confuso, os personagens desinteressantes e algumas cenas… Vergonha alheia total.

Para exemplificar, a protagonista Kit é o ápice do mau gosto e do caricato. Infantil a ponto de falar com bichos de pelúcia (que unicórnio o que menina, você tem 35 anos!), rude e ingrata com os pais – que não são perfeitos, mas ela age como uma adolescente, – e sem nenhum senso de ridículo. É proposital? É, sim, mas algumas coisas têm limite. A cena da apresentação no trabalho é um absurdo de tão mal feita, abobada, e longa demais para se ver sem querer enterrar a cara no chão.

A única coisa aceitável no longa é Virgil, personagem que acompanha Kit enquanto ela constrói um estábulo para o unicórnio. Ele é interpretado por Mamoudou Athie, um ator ainda muito novo – começou em 2016, – e que talvez nunca estoure, mas o menino tem algum carisma. No mais, nem L. Jackson se salva nessa bobagem.

Em resumo, Loja de Unicórnios enquanto filme é um ótimo sonífero, e Larson como diretora é uma ótima… Tá, ela é uma boa atriz (está ótima em O Quarto de Jack e mais ainda em Short Term 12), mas precisa escolher melhor seus projetos, principalmente se quiser construir uma carreira na direção. Nesse aqui, falhou feio.

Galeria:

Trailer:

Compartilhar: