Crítica: Megarrromântico (2019)

Megarrromântico

Megarrromântico é uma sátira que abusa de todos os clichés imagináveis para abordar assuntos como autoconfiança e amor próprio, mas falha ao entregar sua principal premissa: humor.

Lançamento: 28 de fevereiro de 2019 na Netflix
DireçãoTodd Strauss-Schulson
ElencoRebel WilsonLiam HemsworthAdam Devine

Sinopse:

Natalie (Rebel Wilson) é uma jovem arquiteta bastante cética em relação ao amor, que se empenha para ser reconhecida por seu trabalho. Um dia, ao saltar do metrô, ela é assaltada em plena estação e, ao reagir, acaba batendo com a cabeça em uma pilastra. Ao despertar em um hospital, ela descobre que, misteriosamente, foi parar dentro de um filme de comédia romântica.

A Netflix cada vez mais vem entregando produções que falam sobre o amor próprio, a autoconfiança e como viver em uma sociedade diversificada deve ser algo natural para nós, seres humanos. Porém, nem sempre suas produções conseguem agradar a todos e é o que acontece com a comédia romântica Megarrromântico.

A começar pelo fato de que, o título traduzido para o português não faz jus ao título original “Isn’t it Romantic”, talvez, se a escolha de trazer o título para o Brasil tivesse seguido a original, tudo faria mais sentido do que o esperado.

Logo em seguida é necessário dizer que o filme não é uma comédia romântica tradicional, ou seja, ele é uma sátira de todos os filmes que já assistimos no cinema ou quem sabe, na tela quente. Mas qual o problema em ele ser uma sátira? Bem… se ele acerta em cheio ao abordar a temática de: sou feliz, me amo como sou e não preciso de ninguém para me completar , ele falha ao entregar o básico de sua premissa: o humor.

Com um roteiro relativamente bem amarrado, o espectador é conduzido a tudo o que já viu, ele satiriza e critica os filmes clichés com protagonistas padronizadas, com vidas e relacionamentos perfeitos, sempre deixando claro que isso não faz parte da vida real , mas, acaba caindo na própria crítica e falha ao tentar sair do redemoinho que criou.

A produção abusa do humor e isso incomoda o espectador – pelo menos os mais exigentes, ou que são órfãos da ótima sátira “Uma Comédia Nada Romântica – 2006 “, que nota as piadas rasas e tiradinhas artificiais, o que resulta em uma (quase total) perda de interesse.

O elenco se sai bem e nada além disso. Rebel Wilson ganha destaque por uma interpretação segura e relativamente divertida, se a atriz entra nos maneirismos e expressões de uma comédia rasa, com toda certeza a culpa não é dela, e sim do roteiro. Quem também vai bem, mas apresenta uma falta de carisma para interpretar o “galã rico”, é Liam Hemsworth. O ator não faz nada além de ser ele mesmo, o que é uma pena, já que Adam Devine ganha o coração do público ao interpretar o amigo apaixonado.

Por fim, Megarrromântico é uma experiência rasa, com um humor forçado e uma história fraca para ser visto em um dia ocioso, mas que acerta em cheio ao falar com o público sobre o amor próprio vir antes de tudo e de todos.

Galeria:

Trailer:

Compartilhar: