Crítica: O Grito (2020)

‘O Grito’ é um filme que se esforça para dar sustos das maneiras mais baratas possíveis, mas esquece que para um terror funcionar é necessário que seja criada uma atmosfera e uma história no mínimo interessante

Data de lançamento: 13 de fevereiro de 2020

Direção: Nicolas Pesce

Elenco: Andrea RiseboroughDemian BichirJohn Cho

Sinopse:

Depois de encontrar um corpo na floresta em seu primeiro dia na nova cidade, a Detetive Moldoon acaba investigando diversos casos de assassinatos que aconteceram sob circunstâncias muito suspeitas e por consequência acaba marcada por uma maldição.

Logo de cara ‘O Grito’ tenta explicar todos os eventos que estão prestes a ter início, mostrando Fiona Landers em regresso do Japão para os Estados Unidos marcada por uma maldição. A explicação até faria sentido se a maldição fosse algum tipo de vírus contagioso, mas não é, então o público já sabe o que vai poder esperar de início a fim do longa: um roteiro que usa e abusa de desculpas na tentativa de fazer o reboot dar certo.

O elenco do filme se esforça, e consegue tirar água de pedra já que o roteiro é tão raso e completamente esquecível. A Detetive Moldoon e o Detetive Goodman talvez sejam a melhor parte do longa, já que pelo menos esses personagens tentam quebrar a barreira dos personagens vazios, mesmo que isso não signifique muito.

Agora entrando no fator principal que devia ser o ponto forte do filme, o terror do longa nunca firma o pé em algo fixo, horas dependendo muito de jump scares muito mal inseridos, horas apelando para o gore tentando que haja pelo menos algum tipo de choque do público, mas nada funciona por que o filme não dedica o seu tempo a criar atmosfera, só joga sustos a torto e direito.

E se tratando da maneira que o espírito da garota (que deveria ser o foco principal da produção) é explorado, o público pode se decepcionar por ela não ter uma explicação e ou um aprofundamento necessário para o desenvolvimento da trama.

Um dos maiores problemas do longa além de seu roteiro, é sua direção, que falha ao tentar criar qualquer senso de perigo ou tensão, e acaba atingindo o nível de vergonha alheia na metade do filme.

Por fim, o reboot de O Grito provou ser completamente (des)necessário para os fãs da franquia original e até mesmo das que já foram entregues pelos estúdios norte-americanos. Com um ato final corrido (que beira o inacreditável) e uma possível abertura de cenas pós créditos, o público percebe que essa é uma das produções mais esquecíveis dos últimos tempos, já que não entrega nenhum tipo de consistência em toda a sua rodagem. Supera as expectativas? Sim, mas da maneira mais negativa possível.

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