Crítica: Sonic – O Filme (2020)

Sonic: O Filme consegue pegar um ícone dos vídeo games e adaptar para o cinema da maneira certa, cheia de referências à história do personagem e sendo fiel a personalidade do ouriço azul mais amado do mundo

Data de lançamento: 13 de fevereiro de 2020 

Direção: Jeff Fowler

Elenco: Ben Schwartz, Jim CarreyJames Marsden

Sinopse:

Sonic nasceu e foi criado em um planeta distante, mas ao descobrir que possui um poder muito maior do que qualquer coisa já vista, precisa se afastar e começar uma nova vida na terra, mas ele acaba descobrimdo que as coisas não são fáceis por aqui também, e conhece seu maior inimigo, o Doutor Robotinik.

Sonic: O Filme surge com uma tarefa complicada, adaptar um personagem que já tem quase 30 anos de idade e já passou por diversas versões diferentes, para um filme que consiga agradar tanto o público da era do SEGA Megadrive quanto para o público do PS4 , XBOX One, Nintendo Switch e os espectadores que nunca jogaram.

Com isso, o longa tem uma abordagem mais simples e contida, mostrando seu personagem principal interagindo aos poucos com a humanidade e criando assim uma ligação com nosso planeta, mas sem muitas ligações grandiosas com os jogos.

O roteiro tenta (E triunfa) fazer o público se identificar com aquele pequeno ouriço azul, que se sente perdido e sozinho, e a trama funciona bem, já que os games tem sim tramas marcantes, mas muitas vezes não compartilham ligação direta uns com os outros (tirando os clássicos) e aqui o filme foca em uma aventura mais introdutória para o borrão azul.

A personalidade de Sonic é muito bem estabelecida e a atuação de Ben Schwartz ajuda muito com isso. O ouriço é hiperativo, ansioso e praticamente uma criança que quer conhecer o mundo e isso faz com que o público crie um carinho pelo personagem.

Já Doutor Robotinik é um gênio do mal em ascenção, que quer roubar o poder de Sonic a qualquer custo. No filme ele é interpretado por Jim Carrey com uma personalidade que só o ator poderia dar para o personagem, caricato mas que não soa forçado. Carrey é sem dúvidas um dos pontos mais fortes do filme pois ele parece amar o papel e se dedica a divertir com ele.

O único ponto negativo no quesito dos personagens é Tom, que tem seus momentos de brilhar, mas grande parte do filme acaba soando fora de lugar e não agrega muito as aventuras de Sonic.

Os visuais do filme são um show a parte, o novo visual de Sonic é lindo, funciona super bem e consegue evocar tudo o que o personagem é nos jogos, além de que o departamento visual brinca muito com referências, tanto na primeira cena, quanto na cena no meio dos créditos (Que foi aplaudida e recebida muito bem por todos os fãs), além de pequenas referências aos jogos espalhadas durante o filme que são fáceis de notar se você é fã.

Mas nem tudo são flores no filme, e infelizmente a parte da trilha sonora não é tão marcante quanto as eletrizantes músicas dos games, optando por um tom mais épico com cordas e muitas vezes mais sutil, mas sem se aproveitar do arsenal de músicas que já apareceram nos games e acrescentariam muito (com exceção de uma cena).

Por fim, Sonic: O Filme é um longa menor em escala, mas que acerta em seus personagens principais e entrega diversas referências aos jogos que mostram que o projeto foi feito com muito amor, agora é torcer para que uma sequência expanda mais esse universo.

Galeria:

Trailer:

https://youtu.be/zQEjE_M2Esw