Crítica: Um Amor A Cada Esquina (2015)

Uma comédia no mínimo inteligente, que copia o estilo das feitas por Woody Allen e mostra que o renomado diretor de A Última Sessão de Cinema voltou em grande estilo.

Lançamento: 15 de outubro de 2015
Direção: Peter Bogdanovich
Elenco: Owen Wilson, Imogen Poots, Jennifer Aniston

Sinopse:

Isabella Patterson (Imogen Poots) mora com os pais e trabalha, às escondidas, como garota de programa. Ao ser contratada para acompanhar o diretor teatral Arnold Albertson (Owen Wilson), ela é surpreendida com a proposta feita por ele, de que lhe daria US$ 30 mil caso ela deixasse a prostitução. Isabella aceita a proposta e passa a se dedicar ao seu grande sonho: ser atriz. Ao ser avisada de uma audição para o papel principal de uma nova peça, ela corre para o local onde os testes estão acontecendo. Lá ela não apenas reencontra Arnold como descobre sua verdadeira identidade, bem como precisa lidar com a esposa dele, Delta Simmons (Kathryn Hahn), que é atriz da peça teatral. De quebra, Isabelle e Arnold ainda precisam lidar com Seth Gilbert (Rhys Ifans), também ator, que está interessado em Delta e sabe do caso extraconjugal do diretor.

O filme é uma obra divertida e com boas atuações, mas que em nada remete ao estrondoso longa que o cineasta entregou. É claro que não devemos e nem podemos comparar seus filmes anteriores à A Última Sessão de Cinema, mas o passado reflete no presente e aqui isso fica muito claro.

Owen Wilson interpreta Arnold Albertson, um diretor que está prestes a montar uma nova peça, a ser estrelada pela esposa Delta (Kathryn Hahn) e pelo veterano e egocêntrico ator Seth Gilbert (Rhys Ifans). Arnold, que passa muito tempo sozinho em viagens de trabalho, tem um costume inusitado. Passa a noite com garotas de programa e oferece uma grande quantia para que possam mudar suas vidas. Nesta rotina, conhece Izzy (Imogen Poots), uma atriz fracassada que trabalha como prostituta para se sustentar. Diante da ajuda financeira, ela consegue deixar a profissão e se dedicar a atuação. A situação fica complicada quando ela aparece para fazer um teste na peça de Arnold e passa a contracenar com a esposa dele.

Os encontros e desencontros divertem o espectador, cria um vinculo e conta com a ilustre participação especial de Quentin Tarantino. Tinha tudo para ter dado certo, não deu errado, mas não foi o tiro certeiro. Wilson interpreta o personagem de sempre. Um sujeito seguro, mas também neurótico. Poots é bonita, mas acaba prejudicada por uma opção de sotaque que soa forçada. Aniston mostra mais uma vez o talento para a comédia, embora sua personagem esteja muito mais para o exagero do que para outra coisa.

Estamos falando de um filme leve, despretensioso, divertido, inteligente e que prende o espectador, mas que não ficará na cabeça do mesmo por muito tempo. A culpa talvez tenha sido do elenco ou até mesmo do diretor, porque o roteiro se mostra muito bem escrito e firme no que faz, mas não fica muito claro o porque de tal esquecimento. Não se trata de um filme ruim, mas de um filme fraco com uma premissa grandiosa e que não foi muito bem elaborada, talvez, se o diretor tivesse apostado em algo menor sem alguns atores no elenco ou criação mais marcantes, o filme teria se tornado grandioso.

Por fim, ele cumpre a promessa inicial, ele mantém o espectador preso ao que vê, cria um vinculo, diverte e tira boas risadas, mas nada que já não tenhamos visto antes.

Merecedor de 3 baldes de pipocas.

3-pipocas

Galeria:

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